“Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou
beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais
importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa?”
(MATEUS 6.25)
Alimento,
bebida e vestuário parecem representar a totalidade da vida do ser humano
natural neste século XXI. O mundo parece querer que todos vivamos com essas
preocupações, estando as livrarias cheias de obras sobre esses diferentes
assuntos. Jesus nos fornece uma razão abrangente para evitarmos esta armadilha.
As aves do céu não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros, sendo
sustentadas por Deus. Mesmo as nossas ansiedades não podem acrescentar nenhum
centímetro à nossa estatura, ou algum instante a mais na duração da nossa vida.
No
que se refere à alimentação e manutenção da vida, Jesus usou como argumento
inicial as aves do céu, que têm seu alimento providenciado por Deus. Para o
homem, está determinado comer o pão de cada dia como resultado do suor do
rosto. Deus, porém, não é o Pai Celeste dessas aves, mas seu Criador. Ele é o
Criador e Sustentador de tudo quanto existe no mundo, não apenas do homem; do
pecador arrependido, porém, Deus pode se tornar seu Pai Celeste. Enquanto
vivemos neste mundo, observamos os fatos da natureza e precisamos lembrar que
não são coisas que acontecem ao acaso. Deus é o Criador e Mantenedor de tudo
quanto existe, mas para mim, ele é muito mais que isso: ele é Deus e Pai
através de Jesus Cristo. Portanto, apreensão, ansiedade e preocupação deveriam
ser inteiramente eliminadas pelos cristãos.
O
segundo argumento usado por Jesus lembra-nos que nós valemos muito mais do que
as aves, referindo-se à grandeza e dignidade do homem. Fomos criados
à imagem e semelhança de Deus, ideia que tem desaparecido, na medida em
que diminui a aceitação do ponto de vista bíblico do homem, partindo-se
para uma visão naturalista. No estábulo de Belém, e não num palácio, podemos
perceber a verdadeira dignidade do ser humano. O poeta do Salmo 8 está
extasiado diante do Deus Criador: “Quando contemplo os teus céus, obra dos
teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para
que com ele te importes? E o filho do homem para que com ele te preocupes?
Tu o fizeste um pouco menor do que os seres celestiais e o coroaste de glória e
de honra”. A futilidade da ansiosa preocupação humana é uma ideia implícita
neste argumento. Aumento na estatura ou o prolongamento da vida não podem ser
resolvidos pela nossa preocupação. A máxima humana "dinheiro é poder"
não se aplica ao dom da vida. Os nossos dias estão todos contados nas mãos de
Deus, não importa o que façamos, com cuidados próprios ou com o avanço da
medicina. Mesmo quanto às ações de arar, semear e ceifar,
dependemos de Deus, pois ele é o provedor das condições da natureza.
Após
as preocupações com a manutenção da vida, vem o problema do vestuário. Para
ilustrar este ponto, Jesus chamou a atenção para os lírios do campo. O fato é
que toda a flora, representada nos lírios do campo, tem mais beleza do que
Salomão com toda a sua proverbial glória entre os judeus. Se Deus assim veste a
erva do campo, com duração tão efêmera, quanto mais fará a você, seu filho por
adoção e coerdeiro com Cristo das glórias eternas?
A
erva do campo é transitória e efêmera, bem como a vida das aves do céu. O
cristão é um ser imortal, não apenas uma criatura sujeita ao tempo, mas um ser pertencente
à eternidade. O homem não estava destinado a morrer, pois Deus estabeleceu a
eternidade no seu coração. O pecado a tudo transtornou. O pó retornando ao
pó não é para a alma, mas para o corpo; o espírito retorna a Deus, que o deu.
Que os cuidados com a riquezas deste mundo não nos deixem esquecer os galardões
celestiais que nos esperam na eternidade com Deus!
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